Ao longo do tempo, têm sido feitos vários estudos que visam mostrar que o álcool está inteiramente relacionado com a ocorrência de anomalias nucleares.

     De acordo com o estudo realizado na Universidade se São Paulo, os micronúcleos são utilizados como indicadores genotóxicos e podem ser utilizados como forma de diagnóstico de algum tipo de cancro, por exemplo. (1) Para poderem comprovar este facto recolheram-se amostras de células do epitélio bucal de 30 alcoólicos com cancro nas células do epitélio, comparando os resultados com um grupo de indivíduos saudáveis e abstinentes e, como já seria de esperar houve maior frequência de anomalias nucleares no grupo exposto do que no grupo de controlo. Também concluíram que o número de micronúcleos diminuía com a idade, possivelmente devido a uma mais lenta proliferação celular.

     Outro estudo, mas só que desta vez efetuado na Austrália, mostrou que o álcool conduz a aneuploidias, bastante características no cancro. (2) Como forma de comprovar este facto foi realizada uma experiência com o objetivo de avaliar a capacidade do álcool induzir danos no DNA e aneuploidias nas células. Sendo assim, estas estiveram sujeitas ao álcool durante 6 semanas e, após este período, registaram-se a presença de micronúcleos, células binucleadas com os núcleos ligados (fig.1) e células cujos núcleos apresentam estruturas como as da figura 2 (“nuclear buds”).

Figura 1 – Célula binucleadas com núcleos ligados

Figura 2 – Núcleo anomal

Bibliografia:

Autores: Carlos, Carolina, Catarina e Cláudia

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