Quando as pessoas estão a fumar um cigarro muitas vezes não pensam no que se encontra no seu interior. Um dos constituintes do tabaco são os hidrocarbonetos aromáticos como o benzopireno, a acroleína ou as nitrosaminas.

     O benzopireno (fig.1) consegue facilmente integrar o DNA, enquanto a acroleína liga-se ao nucleótido guanina, na cadeia de DNA. Estes dois compostos químicos são bastante prejudiciais pois irão causar problemas na altura, por exemplo, da transcrição do DNA.

Figura 1 - Benzopireno a ligar-se ao DNA

     Segundo um estudo efetuado, a quantidade de anomalias nucleares depende do tipo de cigarros que os indivíduos fumam assim como a quantidade de alcatrão e nicotina. Verificou-se que os micronúcleos apenas foram detetados em indivíduos que fumavam cigarros mais “fortes”, enquanto as restantes anomalias surgiam mesmo com o consumo de cigarros mais “fracos”. (1) Nesta mesma experiência, constatou-se que a nicotina inibe o efeito das substâncias mutagénicas do tabaco (benzopireno ou o alcatrão).

Bibliografia:

Autores: Carlos, Carolina, Catarina e Cláudia