O álcool (etanol), após a sua ingestão e tal como se pode verificar pela figura 1, é metabolizado no fígado pela enzima álcool-desidrogenase (ADH), dando origem ao acetaldeído. O acetaldeído é uma substância muito mais tóxica que o álcool, logo quanto mais tempo permanecer no organismo mais “estragos” faz. Posteriormente à formação do acetaldeído, este é metabolizado pela enzima aldeído-desidrogenase e pela glutationa (produzida pelo fígado), formando o acetato (não é tóxico).

Figura 1 – Metabolismo do Álcool

     Todo este processo é facilmente executado perante pequenas quantidades de álcool. Perante grandes quantidades de álcool, a glutationa esgota-se rapidamente e o acetaldeído acumula-se no organismo até ser produzida a glutationa necessária.

     O acetaldeído provoca no organismo mutações cromossómicas, ligações cruzadas entre as cadeias de DNA e troca de porções de DNA entre cromatídeos do mesmo cromossoma (1).

     Outros álcoois e aldeídos também podem inibir a síntese de RNA.

     Um estudo realizado na Dental Institute and the Nutritional Science Research Division concluiu que os acetaldeídos quando se encontram nas células do epitélio bucal reagem com as proteínas formando ligações fortes com os aminoácidos, dando origem aos aductos (complexos constituídos por um composto químico ligado a uma molécula biológica). Estas ligações alteram permanentemente a estrutura e a função da proteína e esta passa a ser vista como um corpo estranho perante o sistema imunitário. Deste modo, surge uma resposta imunitária que tem como objetivo destruir os aductos. (2)

     Os acetaldeídos também podem ligar-se ao DNA dando origem a mutações e, em conjunto com o tabaco, tornam-se mais prejudiciais. (2)

     Todas as situações anteriormente referidas contribuem para o aumento do risco de ocorrer cancro.

     Outro estudo, mas só que desta vez efetuado em ratos, veio a mostrar que o epitélio bucal altera-se quando em contacto com acetaldeídos. O epitélio bucal destes animais tornou-se mais espesso devido a uma maior proliferação das células deste local. (3)

Bibliografia

Autores: Carlos, Carolina, Catarina e Cláudia

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